A Maldade

Pessoas Prontas para Fazer o Mal

Êxodo 32.22: Agradáveis, bonitos, mas... Perversos.
A Maldade tem cara? Sim. Em diversas “caras” ela se apresenta. Zuenir Ventura escreveu.
O Globo 23/04/2014: “pai não vai maltratar um filho”. Mas! Há pais que não só maltratam os
filhos como até os matam; e no dia seguinte à morte “alegres, dando risadas e bebendo”.
“Ele gritou, mas não deu Tempo”



Salmos 119.169: Que o meu Grito de Socorro chegue a Ti, Ó Senhor Meu Deus.
Revista Veja: Na tarde de 24 de Janeiro, um menino de 11 anos entrou sozinho na sala do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente no Fórum; em voz baixa explicou que estava lá porque sua madrasta o insultava com palavras agressivas e seu pai não lhe dava atenção. Bernardo disse à Promotora de Justiça: “Eu quero uma família que cuide mim”. Essa narrativa triste teve um final trágico. Bernardo foi encontrado morto numa cova.

A história de Bernardo era conhecida de boa parte dos moradores da Cidade onde morava; apesar de pertencer a uma família de classe alta, morar em uma casa com piscina e vaga para quatro carros, o menino vivia “como um miserável” diz a ex-vizinha.

Num dia de muito frio, ele estava trancado do lado de fora só com chinelo de dedo e uma pessoa com pena o levou para sua casa. Era sempre assim, contam vizinhos e os colegas de escola: que Bernardo nunca tinha dinheiro para comprar lanche, só usava sapatos velhos, não tinha casaco para o rigoroso inverno gaúcho passando dias com o mesmo uniforme surrado (confesso que lágrimas fazem parte destes escritos).

A morte de Bernardo foi um caso em que a justiça não tardou, mas no final falhou. A Promotora entrou com uma ação no dia 31 de Janeiro, pedindo a transferência da guarda de Bernardo para sua avó materna. Na audiência o pai negou-se a entregar a guarda do “menino” (ou filho?). Pediu uma segunda chance e disposto, inclusive a atender (?) a algum dos desejos do filho como ter um aquário com um peixe. Como não havia sinais de que a criança sofresse violência física o juiz concedeu noventa dias para que o pai melhorasse sua relação com o filho.

Bernardo foi morto trinta dias antes de o prazo vencer. Havia vários comentários na Cidade sobre o abandono afetivo do “filho do médico”. Um relatório do Conselho Tutelar informando que o menino era vítima de negligência familiar o que contestava o pai! O pai? Isaías 49.15: Será que pais podem deixar de amar seu próprio filho? Outro relatório do conselho dizendo que Bernardo era rejeitado pela madrasta dormindo e comendo na casa de amigos. Que o pai recusava-se a receber assistentes sociais.

A história de Bernardo era conhecida de boa parte dos moradores da Cidade onde morava; Mas, em 14/04/2014 o corpo de Bernardo foi encontrado enterrado às margem de um rio. Bernardo deixou de gritar pedindo socorro. Tiago 4.17: Lembre-se de que saber o que deve ser feito e não fazer é maldade; uma omissão pode trazer consequências terríveis.

“Estamos vivendo pra nós mesmos, o que vemos pelas janelas fechamos o coração, estamos trancando com chaves nossa fraternidade, nosso amor às pessoas, e do lado de fora não nos diz respeito”.

Porém, acredite nisto: Por muito tempo a Cidade do Menino Bernardo vai escutar o seu Grito de Socorro: Favor Me Ajude. Eu também quero viver. Mas! Salmos 27.10: Tenho certeza de que o Grito de Bernardo foi ouvido por Cristo, pois ainda que os pais dele o tenham abandonado o Senhor Deus o recebeu de Braços Abertos.

Efésios 3.15: Agora Bernardo tem uma Família e Um Pai Carinhoso nos Céus.